As emissões de debêntures incentivadas no Brasil atingiram um novo recorde de R$ 150,7 bilhões até novembro de 2025, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Este montante já supera os R$ 135,1 bilhões registrados em todo o ano anterior, refletindo um aumento significativo na captação de recursos. Em novembro, as empresas captaram R$ 17,4 bilhões, o que representa um crescimento de 105,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Esse crescimento das emissões ocorre em um contexto de incertezas, com discussões sobre a possibilidade de reintroduzir a tributação sobre debêntures, que atualmente são isentas de imposto de renda para pessoas físicas. A Medida Provisória 1.303, que previa a implementação de uma alíquota de 5% a partir de 2026, foi barrada no Congresso, mas a proposta provocou uma corrida de investidores para realizar emissões antes que novas regras pudessem ser aprovadas. Os setores de transporte e logística, bem como energia elétrica, se destacaram, concentrando mais da metade das emissões durante o ano.
As debêntures incentivadas representaram 34,8% do total de R$ 433 bilhões emitidos em debêntures, com um rendimento médio de 14,86% até novembro. Esse aumento na captacão reflete a importância crescente desse instrumento financeiro em um cenário de investimentos diversificados. O movimento gera expectativas sobre o futuro das emissões e a manutenção da isenção, sendo um tema relevante para investidores e empresas que buscam alternativas de financiamento.

