Depressão afeta 10,7% dos agentes penitenciários no Brasil, aponta pesquisa

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Uma pesquisa realizada entre 2022 e 2024 com 22,7 mil agentes penitenciários brasileiros revelou que 10,7% destes profissionais foram diagnosticados com depressão. O estudo foi divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e levantou também que 20,6% dos entrevistados relataram transtornos de ansiedade, enquanto 4,2% mencionaram transtornos de pânico. Esses dados ressaltam os desafios enfrentados por uma categoria muitas vezes invisibilizada na discussão sobre saúde mental.

Os resultados da pesquisa, organizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destacam a necessidade urgente de políticas públicas estruturadas para atender às demandas dessa classe trabalhadora. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, enfatizou o compromisso do governo em melhorar as condições de trabalho dos agentes, que são essenciais para a segurança pública. Apesar dos desafios, 15,9% dos profissionais se disseram “muito satisfeitos” com suas funções, o que indica uma complexidade nas percepções sobre o trabalho.

O panorama apresentado na pesquisa não se limita apenas aos aspectos psicológicos, mas também inclui questões de saúde física, como obesidade e hipertensão, afetando a qualidade de vida dos servidores. A implementação de políticas de cuidado é vista como fundamental para promover o bem-estar e a valorização desses profissionais. Assim, os desdobramentos dessa pesquisa podem influenciar futuras ações governamentais e a percepção social sobre a importância dos agentes penitenciários.

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