Deputada do RJ é processada por ligação com milícia criminosa

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou, nesta segunda-feira (15), a denúncia do Ministério Público contra a deputada Lúcia Helena Pinto de Barros, a deputada Lucinha, e sua ex-assessora, Ariane Afonso Lima. Ambas são acusadas de terem vínculos com a milícia conhecida como ‘Bonde do Zinho’, que opera em bairros da zona oeste, incluindo Campo Grande e Paciência. As denúncias afirmam que as denunciadas forneceram informações privilegiadas a grupos criminosos, permitindo que retirassem seus membros das ruas durante visitas do prefeito Eduardo Paes à região.

Além disso, as acusadas tentaram influenciar autoridades municipais para manter a exploração de serviços de transporte público fora do itinerário definido, o que representa uma fonte significativa de renda para a milícia. A denúncia também revela que, durante encontros frequentes entre junho de 2021 e março de 2022, Lucinha e sua ex-assessora discutiram estratégias para interferir em questões legislativas relacionadas à organização criminosa. A deputada já havia sido afastada do cargo por uma ordem judicial, mas foi reintegrada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

As implicações legais para Lucinha e sua ex-assessora são graves, uma vez que elas podem ser condenadas pelo artigo 288-A do Código Penal, que trata da formação de milícias privadas. As penas variam de 5 a 10 anos de prisão, além da possibilidade de perda do cargo público. O caso destaca a complexa relação entre política e crime organizado na região, levantando questões sobre a eficácia do sistema judicial e a necessidade de maior vigilância sobre as atividades de figuras públicas.

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