O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou, em 15 de dezembro de 2025, a denúncia do Ministério Público contra a deputada estadual Lúcia Helena Pinto de Barros, a deputada Lucinha, e sua ex-assessora parlamentar, Ariane Afonso Lima. Ambas são acusadas de envolvimento com a milícia conhecida como “Bonde do Zinho”, que atua em diversos bairros da zona oeste do Rio, como Campo Grande e Paciência, e são investigadas por suas ações em favor do grupo criminoso.
Segundo a denúncia, as denunciadas teriam fornecido informações privilegiadas ao grupo, permitindo que os milicianos se esquivassem de operações policiais e interferissem em questões administrativas, como a manutenção da “Brecha da P5” no transporte alternativo. Além disso, entre junho de 2021 e março de 2022, elas mantiveram reuniões regulares com líderes do grupo miliciano, traçando estratégias de atuação dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
As implicações legais são severas, pois as acusadas podem enfrentar penas de 5 a 10 anos de prisão, além da perda de seus cargos públicos. A situação se agrava pela recente operação da Polícia Federal que revelou ligações da deputada com a milícia, resultando em seu afastamento temporário do cargo, embora tenha sido reintegrada pela Assembleia. O caso levanta preocupações sobre a corrupção e a influência de organizações criminosas na política local.

