Desembargador de MS é investigado por venda de sentenças e corrupção

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O desembargador Alexandre Aguiar Bastos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, é alvo de investigações da Polícia Federal por envolvimento em um esquema de venda de sentenças. Comprovado o uso de dinheiro vivo, ele adquiriu imóveis, terrenos e veículos de luxo, caracterizando movimentações financeiras suspeitas. A Operação Última Ratio, iniciada em outubro do ano passado, resultou em seu afastamento das funções judiciais e na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

A defesa de Aguiar alega que os valores em espécie tinham origem legítima, provenientes de sua atuação em um escritório de advocacia. No entanto, a Polícia Federal identificou indícios de lavagem de dinheiro e dissimulação patrimonial, com pagamentos a assessores e transações em espécie que levantam sérias suspeitas. Conversas entre o magistrado e seus interlocutores revelam um padrão de utilização de dinheiro vivo para quitar despesas pessoais, o que reforça as acusações de desvio funcional.

As investigações apontam que Aguiar teria movimentado ao menos R$ 276 mil em dinheiro vivo entre 2022 e 2024, com R$ 219 mil de origem desconhecida. O Conselho Nacional de Justiça, ao aprovar o PAD, destacou a gravidade das evidências sobre a possível corrupção e a influência indevida do desembargador em decisões judiciais. O desdobramento desse caso poderá impactar não apenas a carreira do magistrado, mas também a credibilidade do sistema judiciário no país.

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