Desigualdade na proficiência em inglês evidencia disparidades no Brasil

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O Índice de Proficiência em Inglês EF 2025 mostrou que o Brasil avançou 16 pontos, alcançando uma média de 482, mas esconde uma desigualdade significativa. Regiões desenvolvidas, como o Sul e partes do Sudeste, têm notas muito superiores, enquanto o Norte enfrenta desafios graves, com capitais como Porto Velho marcando apenas 408. Essa diferença de 169 pontos entre as capitais mais e menos proficientes destaca a fragilidade do ensino de idiomas no país.

Os dados revelam que a proficiência em inglês é concentrada em áreas específicas, com o Distrito Federal liderando com 541 pontos, seguido de Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Essas regiões, que estão na categoria de Proficiência Moderada, contrastam com estados do Norte que permanecem na faixa de Proficiência Baixa ou Muito Baixa. Eduardo Santos, da EF, observa que essa desigualdade é resultado de fatores estruturais, como o acesso desigual à educação e recursos limitados em áreas menos favorecidas.

A solução para a disparidade exige políticas públicas contínuas e formação de professores, além de oportunidades reais de prática do idioma. Santos argumenta que a proficiência em inglês não deve ser vista apenas como um reflexo da riqueza, mas como um elemento essencial para a mobilidade social e empregabilidade. O fortalecimento da educação e o investimento em recursos são fundamentais para transformar esse cenário e promover a inclusão social no Brasil.

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