Na última terça-feira, 30 de dezembro de 2025, o coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Helano Borges, comunicou que as taxas médias das emissões de dívida apresentaram queda em novembro. Essa diminuição foi impulsionada por um cenário inflacionário mais benigno e pela expectativa de redução dos juros tanto no Brasil quanto no exterior.
Borges explicou que a taxa média das Letras do Tesouro Nacional de 72 meses caiu de 13,63% para 13,26% ao ano, enquanto a taxa da Nota do Tesouro Nacional série B teve uma redução semelhante. O técnico destacou que a percepção de um ambiente econômico mais favorável e a flexibilização da política monetária contribuíram para essa tendência de queda nas taxas de juros, reforçando as expectativas de cortes na Selic em um futuro próximo.
O volume de emissões realizado em 2025 foi substancial, alcançando R$ 1,7 trilhão, o que permitiu uma recomposição do colchão de liquidez do Tesouro. Esse cenário proporciona maior liberdade de atuação para o órgão no futuro, crucial em um momento em que os juros futuros aumentaram devido a incertezas eleitorais e à expectativa de manutenção da Selic. O otimismo no mercado sobre a gestão da dívida pública pode ter implicações significativas para a economia brasileira.

