Desde a passagem de um ciclone extratropical, mais de 417 mil moradores da Grande São Paulo estão sem energia elétrica. A situação crítica afeta bairros como Butantã e Bixiga, onde moradores relatam dificuldades significativas, como a falta de luz em condomínios e a necessidade de economizar recursos, como bateria de celular, para manter contato com familiares. A roteirista Erica Chaves, por exemplo, não tem energia desde quarta-feira, dia 10, e enfrenta desafios diários para gerenciar sua situação.
Na última quarta-feira e quinta-feira, as equipes da Enel foram mobilizadas para lidar com a crise. A companhia anunciou que, devido a condições meteorológicas adversas, o restabelecimento do serviço foi dificultado, com interrupções adicionais ocorrendo enquanto as equipes trabalhavam. Em resposta aos descontentamentos da população, protestos começaram a surgir em diferentes pontos da cidade, com moradores exigindo soluções imediatas para a falta de energia.
Neste sábado, a Enel informou que está se esforçando para normalizar a situação até amanhã, sob a ameaça de multas estipuladas pela Justiça de São Paulo, que determinou o restabelecimento em até 12 horas. A pressão sobre a empresa aumenta à medida que a população continua a sofrer com a ausência de serviços essenciais. A resposta da Enel e o cumprimento de suas promessas serão cruciais para restaurar a confiança da população na companhia.

