A Enel se manifestou nesta quarta-feira, 17, afirmando estar disposta a substituir a fiação elétrica aérea de São Paulo por uma rede subterrânea, em resposta à pressão do ministro de Minas e Energia, do governador de São Paulo e do prefeito da capital. Essa declaração ocorre após recentes apagões que deixaram cerca de 2,3 milhões de imóveis sem energia, intensificando as críticas à empresa sobre a qualidade do serviço prestado.
Os especialistas apontam que o enterramento da fiação é uma solução eficaz para reduzir interrupções causadas por tempestades e ventanias, embora implique altos custos que podem refletir nas tarifas de energia. Atualmente, menos de 1% da rede elétrica na capital paulista está enterrada, e o programa municipal SP Sem Fios tem avançado lentamente desde sua criação em 2017, com apenas 46,5 km enterrados até agora.
A Enel destaca que a implementação de uma rede subterrânea requer um plano coordenado com as autoridades e uma definição sobre a remuneração adequada dos investimentos. A empresa reafirma sua confiança no sistema regulatório brasileiro e cita a realização de investimentos recordes, totalizando R$ 10,4 bilhões até 2027, para modernizar a rede e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

