Um grupo de estados dos EUA, liderado pelos procuradores-gerais da Califórnia e de Massachusetts, ingressou com um processo contra o governo Trump para barrar a nova taxa de US$ 100.000 sobre vistos H-1B. A ação judicial, prevista para ser protocolada na sexta-feira, alega que a taxa impõe uma barreira excessiva e ilegal para empregadores que desejam contratar trabalhadores estrangeiros qualificados, especialmente em setores públicos como saúde e educação.
Os procuradores argumentam que a fixação da taxa ultrapassa a autoridade do Congresso e foi definida de maneira arbitrária. Durante a coletiva de imprensa, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, destacou que o Congresso nunca autorizou um presidente a impor uma sobrecarga tão elevada, enfatizando que essa ação prejudicaria o acesso a serviços essenciais para a população.
Além da Califórnia e Massachusetts, outros estados, como Nova York e Arizona, também estão envolvidos na contestação. A Casa Branca defende a taxa como uma medida legal e necessária para reformas no programa H-1B, alegando que visa proteger empregos americanos. Este processo representa mais um desafio às políticas de imigração da administração Trump, já que outras ações judiciais semelhantes estão em andamento.

