Estudantes da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) ingressaram no Ministério Público Federal para impedir o uso de R$ 35 milhões destinados à conclusão de um novo prédio, cuja obra está paralisada desde 2016. O conflito é resultado de divergências entre grupos de alunos e professores sobre o projeto, que foi aprovado pela congregação da unidade, mas enfrenta resistência da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura. O diretório acadêmico aponta desvio de finalidade e articula que o impasse é alimentado por questões políticas que envolvem a criação de novos cursos.
O diretor da Politécnica, Marcelo Embiruçu, defende o projeto e destaca que sua proposta foi discutida em várias reuniões ao longo dos últimos três anos. Ele considera antidemocráticas as tentativas de bloquear a conclusão da obra, que é vista como essencial para a expansão dos cursos de engenharia. A proposta contestada, segundo Embiruçu, poderia resultar em um prédio sem uso adequado, o que seria uma má gestão dos recursos públicos, consumindo milhões sem garantir funcionalidade.
Os alunos manifestam preocupação de que, se o impasse persistir, os recursos aprovados retornem à União, conforme aconteceu em 2018 e 2023. Eles criticam a proposta da superintendente da Sumai, afirmando que ela apenas oferece uma solução superficial que não atenderá às necessidades reais da Politécnica. A Reitoria da UFBA, por sua vez, informou que a homologação do termo de referência para a construção dependerá da análise do novo projeto, ignorando a decisão da congregação da unidade.


