Um estudo recente aponta que o corpo feminino metaboliza o álcool de maneira distinta, resultando em uma intoxicação mais rápida e intensa em comparação ao masculino. A filósofa francesa e ícone feminista Simone de Beauvoir já havia observado essa diferença ao relatar que uma taça de vinho a deixava tonta. Isso se deve à composição corporal e à presença de enzimas que metabolizam o álcool, que variam entre os sexos.
Pesquisadores descobriram que as mulheres, em média, apresentam níveis mais altos de álcool no sangue após o consumo da mesma quantidade que os homens. Essa diferença é atribuída à maior concentração de gordura corporal e menor quantidade de água nas mulheres, levando a uma absorção mais acelerada do etanol. Além disso, hormônios como o estradiol intensificam a resposta do cérebro ao álcool, aumentando o risco de dependência.
Essas descobertas têm implicações significativas para a saúde das mulheres, que podem não estar cientes dos riscos associados ao consumo de álcool. A ciência sugere que as mulheres não devem apenas igualar o consumo dos homens, pois as consequências podem ser mais severas devido a fatores biológicos e comportamentais. Assim, a discussão sobre igualdade no consumo deve incluir uma compreensão das diferenças fundamentais entre os sexos.

