No dia 29 de dezembro de 2025, os Estados Unidos comprometeram-se a destinar US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 11,08 bilhões) para a ajuda humanitária da ONU em 2026. O anúncio foi feito em Genebra, por representantes do governo americano, em um contexto de cortes significativos na ajuda externa, com os Estados Unidos buscando reestruturar suas contribuições. Segundo o Departamento de Estado, as agências da ONU precisarão se adaptar para continuar recebendo apoio financeiro.
O novo modelo de financiamento dos EUA prevê que os recursos sejam geridos pelo Escritório de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), que lançou a iniciativa Humanitarian Reset. Essa abordagem visa aumentar a eficiência do sistema humanitário, garantindo que os fundos atendam aos interesses nacionais americanos. O chefe de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, participou do anúncio, que sinaliza uma mudança na dinâmica de financiamento internacional.
Os Estados Unidos identificaram 17 países que poderão receber apoio, incluindo Haiti, Ucrânia, Síria e Mianmar. O apelo humanitário da ONU de 2025, que totalizou mais de 45 bilhões de dólares, foi um dos menos financiados da última década, exigindo que os EUA reavaliem sua estratégia de ajuda. Essa mudança pode impactar diretamente a capacidade de resposta humanitária global, em um momento em que milhões dependem de assistência.

