Um tribunal dos Estados Unidos divulgou detalhes de uma ordem que autorizou a apreensão de um petroleiro na costa da Venezuela. A operação, executada na última quarta-feira, foi criticada pelo governo venezuelano, que a classificou como um ato de “pirataria internacional” e “roubo descarado”. O petroleiro, identificado como M/T Skipper, transportava petróleo supostamente vinculado a organizações terroristas, como o Hezbollah e a Guarda Revolucionária iraniana.
A apreensão foi acompanhada por sanções adicionais impostas pelo Departamento de Justiça dos EUA contra três parentes do presidente venezuelano, bem como contra seis empresas de transporte marítimo. A Guarda Costeira dos EUA cumpriu a ordem judicial, que foi emitida em 26 de novembro e cuja maior parte do conteúdo foi censurada. O petroleiro, que transportava cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo, deve ser levado para Galveston, Texas, onde o governo americano planeja confiscar a carga.
A ação representa um novo desafio para o regime socialista de Nicolás Maduro, segundo a secretária de Segurança Interna dos EUA. A abordagem ao petroleiro pode intensificar as tensões entre Washington e Caracas, que já estão em níveis elevados devido a sanções e acusações de apoio a atividades terroristas. A liberação da tripulação do navio está prevista para ocorrer assim que a embarcação chegar ao porto americano.

