Os Estados Unidos estão exercendo pressão sobre os países europeus para que desistam da ideia de utilizar ativos russos congelados como forma de apoio à Ucrânia. A declaração foi feita por uma autoridade ucraniana nesta quarta-feira (17), véspera de uma cúpula em Bruxelas que discutirá o tema. Sete nações já demonstraram publicamente sua oposição a essa proposta, refletindo uma crescente hesitação entre os aliados europeus.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, planeja se reunir com líderes europeus na cúpula para persuadi-los a reconsiderar o uso dos cerca de 210 bilhões de euros bloqueados na União Europeia. Um funcionário americano, que optou por não ser identificado, revelou que muitos europeus estão solicitando ajuda de Washington para evitar o desgaste de se opor abertamente a essa estratégia. A preocupação é que essa posição possa prejudicar os investimentos em suas economias e a credibilidade das instituições locais a longo prazo.
A Comissão Europeia, liderada pela presidente Ursula von der Leyen, propôs utilizar parte desses ativos congelados para conceder um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia nos próximos dois anos. Entretanto, essa iniciativa enfrenta forte resistência da Bélgica, que abriga a maior parte dos fundos e teme possíveis represálias da Rússia. A cúpula pode moldar a estratégia futura da União Europeia em relação à Ucrânia e a gestão de ativos congelados, com implicações significativas para a geopolítica na região.

