EUA retiram sanções contra Moraes após negociações com o Brasil

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O governo dos Estados Unidos retirou, em 12 de dezembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, da lista de sanções vinculadas à Lei Magnitsky. Essa ação encerra um ciclo de cerca de seis meses, durante o qual Moraes enfrentou restrições financeiras e administrativas impostas pelo Tesouro americano, resultado de uma pressão política iniciada por Eduardo Bolsonaro. O episódio destaca a complexidade nas relações diplomáticas entre os dois países.

A situação começou a ganhar notoriedade quando Eduardo Bolsonaro buscou apoio no exterior para enquadrar Moraes em mecanismos de punição. Em julho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a revogação de vistos de Moraes e associados, culminando nas sanções financeiras em agosto. O caso se desdobrou em um contexto de diplomacia intensa, onde as sanções foram vistas como um reflexo das tensões políticas internas do Brasil.

Com a retirada das sanções, as negociações entre Brasil e Estados Unidos avançaram, sinalizando uma possível normalização nas relações bilaterais. Diplomatas brasileiros interpretaram a medida como um gesto de descompressão, essencial para reconstruir a confiança entre os dois países. Assim, o fim das restrições não apenas encerra um ciclo de tensão, mas também abre caminho para uma nova fase nas interações diplomáticas e comerciais.

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