Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), condenado a 24 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, abandonou sua tornozeleira eletrônica na rodoviária de Ciudad del Este, no Paraguai, na madrugada de 29 de dezembro. O dispositivo, que estava rompido, foi encontrado por agentes da Polícia Nacional paraguaia após cooperação com autoridades brasileiras, dias depois da prisão de Vasques ao tentar fugir para El Salvador utilizando documentos falsos.
O incidente ocorreu quando Silvinei, que foi detido enquanto tentava embarcar no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, apresentou um passaporte falso e alegou estar gravemente doente. As autoridades paraguaias desmascararam a fraude por meio de comparações de biometria e dados pessoais. A tornozeleira será enviada à Polícia Federal brasileira para perícia, gerando preocupações sobre a segurança do sistema de monitoramento de presos.
Após a identificação do dispositivo, o caso levanta questões sobre a eficácia das políticas de controle de fugitivos e a colaboração entre Brasil e Paraguai. Silvinei Vasques, que havia rompido a tornozeleira antes de deixar o Brasil, atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, e sua defesa planeja solicitar transferência para Santa Catarina, alegando proximidade familiar.

