A advogada Roberta Maria Rangel, ex-esposa do ministro Dias Toffoli do STF, viu sua atuação nas cortes aumentar substancialmente desde a posse dele em 2009. Segundo um levantamento, o número de processos em que ela atua cresceu de 53 para 127, representando um aumento de 140%. A maioria das ações em que Rangel é advogada teve início após a nomeação de Toffoli, levantando preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.
A análise, publicada pelo Estadão, destaca que 70,5% dos processos em que Rangel figura como advogada foram iniciados após a ascensão de Toffoli ao Supremo. Ela representa grandes clientes, como o grupo J&F e a Companhia Siderúrgica Nacional, que possuem casos em trâmite nas instâncias superiores. Embora a lei permita que familiares de ministros atuem como advogados, a ética na prática é frequentemente questionada.
As implicações dessa situação são significativas para a percepção pública sobre a integridade do Judiciário. Críticas à atuação de Toffoli não são novas, e sua ex-mulher não é a única a ampliar sua prática profissional após a nomeação de um familiar. Isso levanta um debate contínuo sobre a necessidade de regulamentação mais rígida para evitar conflitos de interesse no sistema judiciário brasileiro.

