A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, enfrenta graves acusações de suborno e corrupção, segundo declaração do promotor especial Min Jung-ki. A acusação, feita em coletiva na segunda-feira, 29, surge após um ano de investigações sobre a interferência de Kim em assuntos governamentais em troca de bens e dinheiro. Tanto Kim quanto o ex-presidente Yoon Suk Yeol estão detidos e negam qualquer irregularidade em suas ações.
De acordo com o promotor, Kim teria se beneficiado de seu status ao receber 377,25 milhões de wons (aproximadamente R$ 1,4 milhões) por meio de diversas transações ilícitas. As acusações incluem a manipulação dos preços de ações de uma concessionária local da BMW e a aceitação de presentes de luxo em troca de favores políticos. O promotor ressaltou que as instituições do país foram prejudicadas pelos abusos de poder da ex-primeira-dama.
Com a solicitação de uma pena de 15 anos de prisão, o caso de Kim Keon Hee levanta questões significativas sobre a corrupção no governo sul-coreano e a influência de figuras públicas em processos políticos. A situação é ainda mais complexa com a inclusão do líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, nas acusações. A continuidade deste processo poderá impactar a confiança pública nas instituições políticas da Coreia do Sul e suas futuras eleições.

