Entre janeiro e outubro de 2025, São Paulo registrou 53 feminicídios, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. O Estado contabilizou 207 casos, enquanto dados nacionais apontam que mais de 2,7 mil mulheres sofreram esse tipo de violência no Brasil. Esses números alarmantes evidenciam a gravidade da situação em relação à violência de gênero no país.
A definição de feminicídio, segundo a legislação, envolve assassinatos que ocorrem em contextos de violência doméstica, refletindo a desigualdade entre homens e mulheres. Em uma entrevista, a socióloga Silvana Mariano, coordenadora do Laboratório de Estudos de Feminicídios, destacou que a proteção das mulheres deve incluir políticas públicas desde o ambiente escolar, além de ações de segurança pública. Ela enfatizou a necessidade de abrigos e suporte financeiro para encorajar as vítimas a deixarem seus agressores.
Mariano também alertou sobre a brutalidade desse crime, que vai além da mera estatística, revelando uma cultura de desvalorização da vida das mulheres. A crescente incidência de feminicídios é um chamado urgente para que autoridades e sociedade civil implementem medidas efetivas de prevenção e assistência. Apenas por meio de uma abordagem abrangente será possível reduzir esses índices e proteger as mulheres de futuras agressões.

