Feminicídios no Brasil: desigualdade de gênero é a raiz do problema

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

De janeiro a setembro de 2025, o Brasil registrou mais de 2,7 mil vítimas de feminicídio, refletindo uma crescente preocupação com a violência de gênero. O Estado de São Paulo é alarmante, com 207 casos, sendo 53 na capital, que marca o maior índice desde a tipificação do crime em 2015. Esses dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e evidenciam a gravidade da situação.

As definições legais de feminicídio incluem assassinatos que envolvem violência doméstica e discriminação de gênero. A socióloga Silvana Mariano, coordenadora do Laboratório de Estudos de Feminicídios, enfatiza que a proteção deve ir além da segurança pública, incorporando políticas educacionais que abordem a desigualdade de gênero desde a infância. Ela destaca a necessidade de medidas urgentes, como abrigos e assistência financeira para mulheres em situação de violência.

As implicações desses dados são profundas, pois indicam a urgência de um debate nacional sobre a desigualdade de gênero e a violência contra as mulheres. A especialista alerta que a brutalidade do feminicídio é uma manifestação extrema dessa desigualdade. Assim, a implementação de políticas públicas eficazes e um suporte adequado são cruciais para criar um ambiente mais seguro e justo para todas as mulheres.

Compartilhe esta notícia