Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, tem prisão domiciliar decretada

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve sua prisão domiciliar decretada em 27 de dezembro de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão após tentativas de fuga de outros acusados em casos relacionados a uma trama golpista, incluindo o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. Martins, de 38 anos e natural de Sorocaba, São Paulo, é réu no chamado ‘núcleo 2’ dessa trama, sendo acusado de ‘operacionalizar’ a tentativa de golpe.

Martins foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão por cinco crimes, com sua defesa negando as acusações de envolvimento na elaboração de uma minuta golpista. Ele atuou como assessor especial para Assuntos Internacionais durante o governo Bolsonaro e tem um histórico de polêmicas, incluindo acusações de racismo e de fazer parte de um grupo que disseminava desinformação nas redes sociais. A decisão de prisão domiciliar foi tomada após a revelação de fugas por parte de outros condenados, indicando uma possível reavaliação das medidas de segurança contra esses indivíduos.

As implicações dessa decisão podem ser significativas para o cenário político e judicial do Brasil. A prisão domiciliar de Martins e de outros condenados pode refletir um endurecimento na resposta do sistema judiciário às violações de medidas cautelares. Além disso, a continuidade das investigações e os desdobramentos das ações da Polícia Federal poderão influenciar a percepção pública sobre a eficácia das políticas de segurança e justiça, especialmente no contexto de um governo que busca estabilizar a situação política no país.

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