A Justiça francesa condenou, no dia 15 de dezembro de 2025, Roger Lumbala, ex-líder de um grupo rebelde da República Democrática do Congo, a 30 anos de prisão por cumplicidade em crimes contra a humanidade. Essa decisão histórica coloca a França como o primeiro país a aplicar jurisdição universal para crimes cometidos durante os conflitos no leste da RDC, que perduram por três décadas.
O tribunal, localizado em Paris, ouviu durante mais de um mês testemunhos sobre horríveis atrocidades, como estupros sistemáticos, torturas e execuções sumárias, ocorridas entre 2002 e 2003. Apesar do pedido de prisão perpétua feito pelo Ministério Público, a sentença de 30 anos reflete a gravidade dos atos, mas também a complexidade da justiça internacional. Lumbala, que nega a legitimidade do tribunal, tem a possibilidade de recorrer da decisão nos próximos dez dias.
As consequências desta condenação vão além do caso individual, ressaltando a necessidade de responsabilização por crimes de guerra e contra a humanidade. A situação no leste da RDC continua tensa, com conflitos persistentes entre grupos armados e o exército do país. Essa condenação pode também influenciar futuros julgamentos internacionais e a luta contra a impunidade em cenários de guerras prolongadas.

