França e Itália contestam assinatura do acordo Mercosul-União Europeia

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O Brasil se prepara para a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, agendada para o próximo sábado, mas enfrenta resistência de França e Itália. Os dois países consideram o pacto ‘prematuro’ e exigem um adiamento, ressaltando a necessidade de cláusulas de salvaguarda que protejam a agricultura local. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a hesitação europeia, afirmando que, se houver adiamento, o acordo não será celebrado enquanto ele estiver no cargo.

Na França, o presidente Emmanuel Macron manifestou forte oposição ao acordo, defendendo que as regras de importação sejam mais rigorosas para evitar impactos negativos sobre os agricultores europeus. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também expressou preocupações semelhantes, afirmando que a assinatura do acordo dependeria de ajustes essenciais no texto. A Comissão Europeia, sob pressão, aceitou incluir novas salvaguardas, mas os países da UE ainda precisam de consenso para avançar.

Com a possibilidade de adiamentos, a cúpula programada para Foz do Iguaçu se torna crucial para o futuro do acordo. Lula enfatizou que as condições atuais são mais favoráveis à UE e que não há espaço para novas alterações. O desfecho dessa negociação, que se arrasta há mais de 25 anos, poderá impactar significativamente as relações comerciais entre os blocos e a dinâmica agrícola na Europa e na América do Sul.

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