Em 2023, as fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil apresentaram uma remuneração média de R$ 3.630,71, equivalente a 2,8 salários mínimos, superando os R$ 3.183,66 pagos pelas empresas, que correspondem a 2,5 mínimos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 18 de dezembro, e refletem um crescimento no número de instituições desse tipo no país, que passou de 573,3 mil para 596,3 mil desde 2022.
O estudo do IBGE mostra que as fundações e associações empregam 2,7 milhões de pessoas, o que representa 5,1% do total de trabalhadores no Brasil. Apesar de os salários das fundações serem mais altos que os das empresas, ainda ficam atrás da administração pública, que paga em média quatro salários mínimos. A pesquisa também revela desigualdades salariais de gênero, onde as mulheres nas Fasfil ganham 19% a menos que os homens, apesar de representarem 68,9% da força de trabalho nesse setor.
Com o crescimento das fundações e associações sem fins lucrativos, o levantamento evidencia o papel significativo dessas instituições na economia brasileira. Elas atuam como complementares às ações governamentais em áreas essenciais como saúde e educação, contribuindo para a geração de emprego e renda. O coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE, Francisco Marta, destaca a força econômica e social desse setor, que continua a crescer e a se consolidar no cenário nacional.

