Um estudo recente indica que o setor de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) deve passar por fusões e consolidações nos próximos anos. Essa dinâmica é impulsionada por fatores como juros elevados e a necessidade de modernização, com os fundos acumulando apenas R$ 54,9 bilhões em captação até novembro de 2025, em contraste com os R$ 143 bilhões de 2024.
Executivos do setor apontam que a estrutura do mercado é antiga e que muitos FIDCs ainda operam com processos manuais. A pesquisa da Celcoin, que entrevistou profissionais de grandes instituições, destaca a importância da tecnologia e da automação para a competitividade. Além disso, 44% dos entrevistados mencionaram o aumento das recuperações judiciais como uma preocupação, refletindo a instabilidade econômica atual.
Com a introdução de novas modalidades de crédito e um mercado em transformação, há uma expectativa de que o setor se adapte por meio de fusões, especialmente entre administradoras que buscam inovação. O surgimento de linhas de crédito como o Crédito do Trabalhador pode oferecer novas oportunidades, mas também exigirá maior rigor na análise de concessão e cobrança, dada a volatilidade do mercado de trabalho.

