O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional durante o governo de Jair Bolsonaro, foi transferido para prisão domiciliar na noite de segunda-feira (22). A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que atendeu a um pedido da defesa do general, que enfrenta sérios problemas de saúde, incluindo Alzheimer.
Condenado a 21 anos de prisão pela sua participação na tentativa de golpe de Estado em 2022, Heleno estava em regime fechado desde 25 de novembro, cumprindo pena em uma sala do Comando Militar do Planalto, em Brasília. Com a nova determinação, o general deve usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar telefone celular ou acessar redes sociais, além de ter que entregar seus passaportes.
A mudança para prisão domiciliar suscita discussões sobre a aplicação da justiça em casos de figuras públicas e a consideração de fatores como idade e saúde. A situação de Heleno também levanta questões sobre a segurança e a monitorização de indivíduos condenados por crimes graves, especialmente em contextos políticos sensíveis.

