Governo de SP busca romper contrato com a Enel após apagão em massa

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, decidiram acionar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar o processo de caducidade do contrato com a Enel. A medida foi motivada pela recente falha de fornecimento que deixou 2,3 milhões de imóveis sem energia na Grande São Paulo. O evento ocorreu após ventos fortes que causaram danos significativos à rede elétrica, levando a uma onda de reclamações por parte dos consumidores.

O apagão, que se repetiu em várias ocasiões nos últimos anos, suscitou críticas à administração da Enel, que alegou ter resolvido a maioria dos casos. No entanto, as autoridades estaduais e municipais expressaram insatisfação com a prestação de serviços e pediram uma intervenção federal para assegurar melhorias. Em reunião fechada, os líderes políticos concordaram em iniciar um processo rigoroso de avaliação regulatória junto à Aneel, visando uma resposta rápida e efetiva para a população.

As consequências dessa crise energética levantam preocupações sobre a continuidade do contrato da Enel, que está previsto para ser renovado até 2028. A possibilidade de intervenção federal é um sinal claro da urgência em abordar a insatisfação pública, especialmente após recomendações do Tribunal de Contas da União que indicam falhas na operação da concessionária. A situação permanece crítica, especialmente para os consumidores que enfrentam interrupções prolongadas no fornecimento de energia.

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