O governo federal anunciou um ressarcimento de R$ 2,8 bilhões a aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos em seus benefícios do INSS. O valor foi revelado nesta segunda-feira (29) e abrange 4.137.951 solicitações de contestação, resultado de descontos considerados irregulares por entidades de classe e sindicatos, acumulados até 26 de dezembro.
Até o momento, foram registrados 6.362.898 pedidos de contestação, dos quais 6.231.376 foram de beneficiários que não reconheciam os descontos. O governo federal também convocou 44 entidades para que prestem informações sobre os descontos, com um total de 1.592.421 respostas recebidas. O canal mais utilizado para contestação foi o aplicativo Meu INSS, que registrou mais da metade das solicitações.
O prazo para contestação foi estendido até 14 de fevereiro de 2026, permitindo que mais beneficiários possam reivindicar o ressarcimento por descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025. As investigações sobre as fraudes que motivaram a suspensão dos descontos, iniciadas pela Operação Sem Desconto, continuam sob análise da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que está em recesso parlamentar.

