Líderes sindicais bolivianos iniciaram, em 29 de dezembro, uma greve de fome em resposta à eliminação dos subsídios aos combustíveis, uma medida implementada pelo governo em 18 de dezembro. O aumento nos preços resultou em gasolina a US$ 1 e diesel a US$ 1,4, reflexo de uma crise econômica que se agrava desde a década passada. O ato de protesto ocorre na sede da Federação de Mineradores da Bolívia, em La Paz, onde 16 trabalhadores e duas donas de casa se uniram ao jejum.
Durante 20 anos, os governos anteriores mantiveram os preços dos combustíveis congelados, o que levou o país a importar combustíveis a preços internacionais e vendê-los com prejuízo. A situação culminou em uma inflação de cerca de 20% em novembro, com picos de quase 25% em julho. A grevista Miriam Huarina expressou a preocupação com o aumento geral dos preços e a dificuldade que isso traz para a população boliviana.
O presidente Rodrigo Paz defendeu a medida, alegando que os subsídios promoviam corrupção e contrabando. Mario Argollo, principal líder dos trabalhadores, anunciou que as manifestações continuarão até que o governo reconsidere a decisão. A pressão sobre o governo aumenta, enquanto a população enfrenta um cenário econômico desafiador e pede soluções urgentes.

