A guerrilha colombiana ELN decretou, nesta sexta-feira (12), um confinamento obrigatório para civis em áreas sob seu controle. A medida, que terá início no próximo domingo e se estenderá por três dias, é uma resposta direta às ameaças de intervenção militar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou a possibilidade de ações para combater o narcotráfico na Colômbia.
O grupo, que é considerado a organização rebelde mais antiga das Américas, afirmou que os exercícios militares realizados durante esse período visam a ‘defesa’ do país. Em um comunicado, o ELN enfatizou a importância de que os civis permaneçam afastados das atividades militares, a fim de evitar possíveis acidentes. A ordem de confinamento será aplicada entre 11h GMT de domingo e 11h GMT de quarta-feira, restringindo a mobilidade na região.
As tensões entre o ELN e o governo dos EUA refletem um contexto mais amplo de conflitos relacionados ao narcotráfico. A advertência de Trump sobre ações militares levanta preocupações sobre a escalada do conflito na Colômbia, o que pode resultar em consequências graves para a população civil e para a segurança regional. O cenário atual exige monitoramento atento, especialmente em relação ao impacto na dinâmica da segurança e nas relações internacionais na América Latina.


