Os hondurenhos estão em um estado de incerteza há duas semanas, sem saber quem será o próximo presidente do país. A contagem especial de votos, que deve decidir entre o conservador Nasry Asfura e o candidato de direita Salvador Nasralla, está prevista para ocorrer após uma apuração marcada por falhas e interrupções. Asfura, apoiado por Donald Trump, possui uma vantagem de menos de dois pontos percentuais sobre Nasralla, que alega irregularidades no processo eleitoral.
As contestações em relação à credibilidade do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) aumentam à medida que as acusações de fraude ganham força. O CNE anunciou a necessidade de auditar quase 2.800 atas que apresentam inconsistências, em um cenário onde a diferença entre os candidatos é de cerca de 42.000 votos. Além disso, a intervenção do presidente americano nas eleições, incluindo o indulto a um ex-mandatário, levanta questões sobre a influência externa nos resultados eleitorais hondurenhos.
Enquanto a população aguarda a definição até o dia 30 de dezembro, muitos cidadãos expressam desconfiança em relação ao processo e temem que o resultado já esteja decidido. Apesar das tensões políticas, não houve relatos de violência até o momento. Com um histórico de golpes de Estado, as Forças Armadas garantem a transferência de poder, mas a situação continua a ser acompanhada de perto tanto por líderes locais quanto internacionais.

