Em 30 de dezembro de 2025, a Itália foi oficialmente alertada sobre uma grave emergência climática, com um aumento de 376 eventos extremos registrados ao longo do ano. Este número representa um crescimento de 5,9% em comparação a 2024, conforme relatório do Observatório Città Clima, elaborado pela Legambiente. Os fenômenos incluem inundações, danos por ventos fortes e um aumento alarmante de temperaturas recordes.
O relatório destaca que as regiões mais impactadas foram Lombardia, Sicília e Toscana, com Gênova, Messina e Turim liderando em ocorrências. Além disso, os prejuízos econômicos alcançaram 11,9 bilhões de euros, com previsões de perdas crescendo para 34,2 bilhões até 2029. A Legambiente demanda uma governança nacional eficaz e a implementação do Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas (PNACC) para enfrentar a crise.
Stefano Ciafani, presidente da Legambiente, enfatiza que a Itália precisa urgentemente colocar a crise climática na agenda política, abandonando a abordagem reativa em favor de estratégias de mitigação e adaptação. O alerta se torna um chamado à ação, não apenas para o governo, mas para toda a sociedade, a fim de evitar que a situação se agrave ainda mais nos próximos anos.

