O Japão está prestes a registrar em 2025 o menor número de nascimentos desde 1899, com previsões indicando que o total de bebês nascidos ficará abaixo de 670 mil. Essa redução significativa impacta diretamente a economia do país, evidenciando uma crise demográfica que já gera preocupações sobre o futuro do mercado de trabalho e das contas públicas.
As projeções do Instituto Nacional de Pesquisa sobre População e Seguridade Social apontam para um cenário ainda mais preocupante, onde a queda de nascimentos ocorre 16 anos antes do que se esperava. A frustração das estimativas reflete anos de políticas públicas que tentaram reverter essa tendência, com o Japão investindo cerca de US$ 23 bilhões em iniciativas para estimular a natalidade em um ambiente onde filhos fora do casamento são incomuns.
Com menos jovens se juntando ao mercado de trabalho e uma população envelhecendo rapidamente, a pressão sobre o sistema previdenciário e o crescimento econômico se intensifica. A primeira-ministra classificou a crise populacional como o “maior problema” do país, enquanto demógrafos e economistas debatem soluções, incluindo a imigração, em um contexto de resistência política e social a essa alternativa.

