Após um vendaval que atingiu São Paulo na última quarta-feira, mais de 504 mil imóveis permanecem sem energia elétrica, de acordo com a Enel. Em resposta à situação, a Justiça de São Paulo ordenou, na noite de sexta-feira, 12, que a concessionária restabeleça o fornecimento imediatamente em áreas essenciais, como hospitais e instituições públicas. A decisão implica em uma multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento, evidenciando a gravidade da crise atual.
A juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha, da 31ª Vara Cível do Foro Central, destacou a ausência de um plano de contingência eficaz e a falta de comunicação adequada em situações de interrupção prolongada. A determinação estabelece que, para unidades não essenciais, a energia deve ser restabelecida em até 12 horas, com a Enel obrigada a informar a estimativa de retorno. Essa medida visa garantir a segurança e o bem-estar da população afetada.
Com a previsão de novas tempestades na região metropolitana neste fim de semana, a preocupação com a continuidade do fornecimento elétrico aumenta. A decisão judicial não apenas busca resolver a crise atual, mas também reforça a necessidade de preparo das concessionárias para eventos climáticos severos, que se tornam cada vez mais frequentes nesta época do ano. A situação levanta questões sobre a resiliência das infraestruturas de serviços essenciais em face das mudanças climáticas.

