O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, em 27 de dezembro de 2025, que 80% dos funcionários da Petrobras devem retomar suas atividades durante a greve iniciada em 15 de dezembro. A decisão foi tomada após um pedido de tutela de urgência da empresa, que busca garantir a continuidade de suas operações em meio a uma paralisação que envolve diversos sindicatos. Além disso, entidades sindicais não poderão obstruir o acesso aos equipamentos, sob pena de multa de R$ 200 mil por dia.
A greve, que abrange 14 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros e à Frente Nacional dos Petroleiros, surgiu após a rejeição de propostas para um Acordo Coletivo de Trabalho. Embora a Federação tenha reconhecido avanços nas negociações, a paralisação continua. O TST também agendou uma audiência de conciliação para o dia 2 de janeiro, visando encontrar uma solução que atenda às demandas dos trabalhadores.
A decisão do TST reflete a tensão entre a empresa e os sindicatos, que criticam a proposta de aumento salarial de 0,5% em um ano de lucros recordes para a Petrobras. A companhia já garantiu que não haverá impacto na produção durante a greve, mas a situação exige atenção contínua, dado o potencial de desdobramentos que podem afetar tanto os trabalhadores quanto o abastecimento do mercado.

