Kanczuk defende juro neutro de 8% para equilibrar economia brasileira

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Fábio Kanczuk, diretor de macroeconomia do ASA, argumenta que a taxa de juro neutra do Brasil deve ser ajustada para 8%, em vez dos 5% sugeridos pelo Banco Central. Ele acredita que essa determinação é crucial para alcançar um equilíbrio econômico que não aumente a inflação nem desacelere o crescimento. Kanczuk destaca que a política monetária já se tornou contracionista desde março, quando os juros reais atingiram 8%.

O economista ressalta que a deterioração das condições fiscais impulsionou a necessidade de uma taxa estrutural mais alta. Com a Selic atual, a economia brasileira tem demonstrado uma resiliência inesperada, o que, segundo ele, comprova que o juro neutro deve ser elevado. A análise também menciona que as manobras fiscais têm gerado desconfiança, pressionando a curva de juros.

Para o futuro, Kanczuk antecipa um possível início de cortes na Selic a partir de janeiro de 2026, embora com cautela em relação aos riscos inflacionários que podem surgir nas eleições presidenciais. Ele observa que, apesar de uma política monetária mais flexível, a inflação pode surpreender, o que complicaria o cenário econômico. A combinação de juros elevados e a expectativa de um ambiente econômico estimulativo pode impactar significativamente a política fiscal do país.

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