O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, nesta terça-feira (16), a expectativa de que a França e a Itália apoiem a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que está prevista para ocorrer no próximo sábado em Foz do Iguaçu. Ele destacou a preocupação dos produtores rurais franceses, que temem perder competitividade para os produtos brasileiros, o que pode dificultar a concretização do acordo.
Lula enfatizou que, apesar da resistência, há disposição de ambos os blocos para firmar o acordo, que foi negociado por 25 anos e fechado há um ano. O presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, têm um papel crucial nesse processo, já que a população francesa está relutante em aceitar a competição com produtos do Brasil. Lula argumentou que as qualidades dos produtos são diferentes e que o Brasil está fazendo concessões maiores do que os europeus.
A assinatura do acordo representa uma oportunidade significativa para a União Europeia, pois pode reduzir sua dependência da China e beneficiar suas exportações, especialmente em um cenário de tarifas comerciais dos Estados Unidos. No entanto, a resistência de países como França, Itália e Polônia pode complicar a situação, gerando um cenário de incertezas sobre o futuro das relações comerciais entre os blocos.


