A melatonina, substância popular entre os brasileiros em busca de um sono melhor, é frequentemente encontrada em formas como gotas e gomas. Apesar da crescente popularidade, seu uso correto continua sendo um desafio, levando muitos a utilizá-la de maneira inadequada, o que pode resultar em efeitos colaterais indesejados. Especialistas ressaltam que a melatonina deve ser utilizada com responsabilidade e sob orientação médica.
Produzida naturalmente pela glândula pineal, a melatonina regula o ciclo sono-vigília e se adapta ao ambiente claro-escuro. Embora algumas indicações médicas formalmente reconhecidas existam, como para a adaptação ao jet lag ou distúrbios do ritmo circadiano, a dose recomendada no Brasil é limitada a 0,21 mg. Doses superiores a esta, comuns em outros países, não são recomendadas sem supervisão profissional, pois podem ser prejudiciais.
A popularidade da melatonina não deve obscurecer suas limitações e riscos associados. Ao invés de ser vista como um tratamento universal para insônia, a substância deve ser utilizada com cautela, priorizando hábitos saudáveis e acompanhamento médico. A melatonina pode ser uma aliada, mas não deve ser encarada como uma solução mágica para problemas de sono.

