Na sexta-feira (19), representantes do Mercosul fizeram uma advertência contundente à União Europeia sobre a assinatura do acordo de livre comércio, inicialmente agendada para este sábado durante a cúpula de chefes de Estado do bloco. O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez, afirmou que os países do Mercosul não poderão esperar indefinidamente por uma resposta da Europa, que enfrenta resistência de agricultores locais, especialmente na França e na Itália.
As negociações para o tratado, que se arrastam há 25 anos, podem sofrer novos atrasos, com a nova data sugerida para a assinatura sendo 12 de janeiro no Paraguai. Ramírez negou ter recebido informações oficiais sobre essa mudança, ressaltando a urgência em avançar nas discussões. O acordo, se concretizado, criará a maior área de livre comércio do mundo, permitindo que a União Europeia amplie suas exportações para a América do Sul.
A pressão para a assinatura do acordo aumenta, especialmente com a resistência de agricultores europeus preocupados com a competição de produtos do Mercosul. Enquanto isso, a presidente da Comissão Europeia expressou otimismo em relação a um possível fechamento do pacto em janeiro. As tensões internas e manifestações na França complicam ainda mais o cenário, enquanto o Mercosul considera diversificar suas relações comerciais com outros mercados, como Catar e ASEAN.

