Na noite de 19 de dezembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou a realização de uma cirurgia no ex-presidente Jair Bolsonaro, que precisa de um reparo cirúrgico de hérnia inguinal. Essa decisão foi motivada por um relatório da Polícia Federal que recomendou a operação com urgência. No entanto, o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Bolsonaro foi negado pelo ministro.
A autorização para a cirurgia foi um passo significativo para a defesa do ex-presidente, que havia solicitado a realização do procedimento desde 9 de novembro. Moraes determinou que a defesa se manifeste sobre a programação e a data para a cirurgia, e os autos devem ser enviados à Procuradoria Geral da República para parecer em até 24 horas. A situação de Bolsonaro continua a ser acompanhada de perto, dada sua condição de saúde e o contexto legal em que se encontra.
A negativa da prisão domiciliar reflete a disposição do STF em manter o ex-presidente sob supervisão judicial, mesmo diante de questões de saúde. O desdobramento da cirurgia pode ter implicações não apenas para a saúde de Bolsonaro, mas também para seu futuro legal e político. A decisão de Moraes é um indicativo da complexidade da situação enfrentada pelo ex-presidente em meio a um cenário jurídico conturbado.

