O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a prisão domiciliar de dez indivíduos condenados por envolvimento em uma trama golpista, mencionando um ‘fundado receio de fuga’. As ordens foram cumpridas pela Polícia Federal em vários estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, e destacam o risco de evasão de réus que já tentaram sair do país, como exemplificado por casos anteriores de fuga.
No despacho, Moraes enfatizou a possibilidade de planejamento de fugas por parte dos condenados, referindo-se ao modus operandi da organização criminosa. Ele citou como exemplo os casos de um ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, que foi preso ao tentar embarcar para El Salvador, e de um ex-diretor da Abin, que conseguiu escapar e atualmente se encontra nos Estados Unidos. Além das prisões, foram impostas medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de uso de redes sociais.
As determinações do ministro visam garantir a aplicação da lei penal diante do evidente risco de fuga dos réus. A decisão reflete uma preocupação crescente com a segurança jurídica no contexto de ações golpistas e reforça a atuação rigorosa do Judiciário em face de ameaças à ordem democrática. As consequências dessa decisão poderão afetar não apenas os envolvidos, mas também o cenário político e judicial do país.

