Na última segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresente esclarecimentos em 24 horas sobre um possível descumprimento de medidas cautelares. Martins, que já cumpre prisão domiciliar, é acusado de ter utilizado a rede social LinkedIn, o que fere as restrições impostas pelo ministro, incluindo a proibição de uso de redes sociais.
Moraes havia determinado a prisão domiciliar de Martins e de outros nove condenados no contexto de uma tentativa de golpe, visando evitar novas fugas. O ministro já havia tomado decisões rigorosas para garantir que os réus não pudessem se comunicar ou incitar novas ações. Caso a defesa não consiga justificar a ação de Martins, o ex-assessor poderá ser alvo de uma prisão preventiva, conforme estipulado pelo Código de Processo Penal.
A situação levanta questões sobre a eficácia das medidas cautelares e o controle sobre os réus envolvidos em ações golpistas. A pressão sobre a defesa de Martins reflete a seriedade com que o STF trata a questão da segurança pública e a obediência às determinações judiciais. O desdobramento deste caso poderá influenciar a percepção pública sobre a justiça e a aplicação da lei em casos de corrupção e tentativa de golpe de Estado.

