Na última sexta-feira, 12 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar a prisão para se submeter a uma cirurgia no Hospital DF Star, em Brasília. A defesa do ex-presidente deve informar a data exata do procedimento, que é considerado urgente devido a um diagnóstico de hérnia inguinal bilateral confirmado por laudo da Polícia Federal.
Embora tenha concedido a autorização para a cirurgia, Moraes negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Bolsonaro. O ministro argumentou que o ex-presidente pode receber atendimento médico particular sem a necessidade de autorização judicial, ressaltando que a Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro está custodiado, está próxima ao hospital, garantindo acesso rápido em emergências.
A decisão de Moraes se baseia na avaliação de que a proximidade do local de custódia ao hospital minimiza quaisquer riscos em caso de emergência médica. Enquanto aguarda a cirurgia, Bolsonaro continua cumprindo uma pena de 27 anos e três meses pela condenação relacionada a uma ação penal por tentativa de golpe. O desdobramento dessa situação poderá impactar a saúde e a situação legal do ex-presidente nos próximos meses.

