MPF investiga inclusão de palco gospel no Réveillon do Rio de Janeiro

Rafael Barbosa
Tempo: 1 min.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para avaliar se houve intolerância religiosa na programação do Réveillon do Rio de Janeiro, após a decisão da Prefeitura de incluir um palco gospel entre as 13 atrações do evento. O palco será montado na praia do Leme e contará com artistas como Midian Lima e Thalles Roberto, mas gerou controvérsias em meio a declarações do prefeito Eduardo Paes.

A escolha do palco gospel foi criticada por líderes de religiões de matriz africana, que apontaram a falta de representatividade desses cultos na festa. O babalawô Ivanir dos Santos destacou que a diversidade religiosa deve ser refletida na programação, além de exigir práticas concretas de reconhecimento e igualdade no uso do espaço público. Em resposta, Paes afirmou que o Réveillon é para todos e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido pela decisão.

As implicações da investigação do MPF podem gerar mudanças na forma como a Prefeitura do Rio programa eventos públicos, especialmente em relação à diversidade religiosa. A situação reforça a necessidade de diálogo entre diferentes grupos para garantir a inclusão e a representatividade em celebrações coletivas. O desdobramento desse caso poderá influenciar futuras políticas culturais na cidade.

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