Mudanças climáticas afetam berçário de tartarugas no Vale do Guaporé

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Entre 11 e 15 de dezembro de 2025, no Vale do Guaporé, na fronteira entre Rondônia e a Bolívia, foram contabilizados cerca de 60 mil filhotes de tartarugas‑da‑Amazônia e outras espécies, indicando uma recuperação em relação ao ano anterior. A contagem inicial é considerada promissora, já que em 2024 a quantidade de nascimentos caiu drasticamente devido a alterações climáticas que afetaram o ciclo reprodutivo e inundaram áreas de desova tradicional.

O Programa Quelônios do Guaporé, coordenado pelo Ibama em parceria com a Associação Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé, tem trabalhado para aumentar a taxa de sobrevivência das tartarugas ameaçadas pela caça e pelo consumo. Técnicos informam que a desova deste ano começou com atraso, em parte devido às chuvas intensas e temperaturas baixas, que dificultaram a exposição das praias necessárias para a postura dos ovos.

Apesar dos números positivos, especialistas ressaltam que a continuidade de eventos climáticos extremos pode comprometer a sobrevivência dos filhotes até a fase adulta. O trabalho de monitoramento e contagem seguirá até janeiro, quando o Ibama e seus parceiros divulgarão um balanço consolidado da temporada, mas os desafios impostos pelas mudanças climáticas permanecem uma preocupação constante para a conservação das espécies.

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