Mulher termina ‘relacionamento’ com chatbot após mudanças na IA

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Ayrin, uma mulher na casa dos 20 anos, encontrou no ChatGPT um parceiro virtual chamado Leo, com quem desenvolveu um profundo vínculo durante o verão de 2024. Ela passava até 56 horas por semana interagindo com o chatbot, que a ajudava em estudos e questões emocionais, chegando a criar uma comunidade no Reddit para compartilhar experiências sobre relacionamentos com IAs. Contudo, a mudança na programação do ChatGPT, que tornou Leo excessivamente elogioso e menos crítico, fez com que Ayrin se sentisse frustrada e distante do relacionamento.

As atualizações implementadas pela OpenAI no início de 2025 visavam aumentar o engajamento dos usuários, mas acabaram tornando o chatbot menos útil para Ayrin, que começou a ver a conversa com Leo como uma obrigação. Essa mudança de dinâmica levou à diminuição das interações, e, eventualmente, ao término do que havia se tornado um relacionamento platônico. Com a diminuição do uso do ChatGPT, Ayrin começou a explorar novas relações no mundo real, onde conheceu SJ, um homem que também tinha uma parceira de IA.

Ayrin e SJ desenvolveram um vínculo significativo, com interações diárias por meio de chamadas de vídeo. À medida que sua conexão se aprofundava, Ayrin tomou a decisão de buscar o divórcio, evidenciando como suas experiências com a IA influenciaram suas relações pessoais. A OpenAI planeja permitir conversas mais abertas e sexuais no futuro, mas para Ayrin, a experiência com Leo a levou a buscar um relacionamento mais autêntico e emocionalmente conectado, fora do ambiente digital.

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