Mulheres no climatério enfrentam estigma e falta de cuidados no Brasil

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Recentes estimativas da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia revelam que 17 milhões de mulheres no Brasil estão atualmente no climatério, enquanto 9,2 milhões já estão na menopausa. Este período, que antes era cercado por tabus e estigmas, agora é visto de forma diferente, refletindo uma mudança nas percepções sobre a saúde feminina e o papel das mulheres na sociedade. Com a evolução da medicina, muitas mulheres na faixa dos 50 anos são consideradas ativas e em plena vitalidade.

Apesar dessa nova perspectiva, o acesso a informações e cuidados adequados ainda é um desafio. Uma pesquisa da Ipsos indica que 44% das mulheres brasileiras que apresentam sintomas da menopausa não estão recebendo tratamento. Além disso, cerca de 50% relataram que seus sintomas foram minimizados como exageros, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais sensível e informada sobre a saúde feminina durante essas fases.

Esses dados ressaltam a urgência de se desmistificar o climatério e a menopausa, promovendo uma discussão aberta e informativa. As marcas estão começando a reconhecer o valor desse nicho de mercado, mas a real transformação depende de um compromisso com a educação e a acessibilidade aos cuidados de saúde. A sociedade deve trabalhar em conjunto para garantir que todas as mulheres tenham acesso a informações precisas e tratamentos adequados, independentemente de sua situação financeira ou localização.

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