Nasry Asfura, do Partido Nacional, foi declarado presidente de Honduras após vencer as eleições de 30 de novembro, conquistando 40,27% dos votos. O anúncio foi feito pelo Conselho Nacional Eleitoral em 24 de dezembro, após uma apuração demorada devido a alegações de inconsistências nas urnas. A disputa foi acirrada, com Salvador Nasralla, do Partido Liberal, recebendo 39,53% dos votos, resultando em um desfecho tenso para a política hondurenha.
A contagem dos votos envolveu a análise de 2.792 atas e gerou preocupações sobre a integridade do processo eleitoral. Antes do início da apuração especial, a diferença entre Asfura e Nasralla era inferior a 1%, o que acentuou as tensões no país. O resultado representa um revés significativo para o partido governante de esquerda, Liberdade e Refundação, cuja candidata, Rixi Moncada, obteve apenas 19,19% dos votos.
O triunfo de Asfura está inserido em um contexto mais amplo de mudanças políticas na América Latina, onde há um movimento crescente em direção à direita. A vitória ocorre em meio a um fortalecimento da influência conservadora na região, evidenciado pela recente eleição do ultradireitista José Antonio Kast no Chile. Esses desdobramentos indicam uma nova fase nas dinâmicas políticas da América Latina, que poderá influenciar as relações entre os países e suas políticas internas.

