A partir de 1º de janeiro de 2026, o novo salário mínimo no Brasil será de R$ 1.621,00, conforme estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse reajuste, que representa um aumento nominal de 6,79% em relação ao valor atual, terá um impacto significativo de R$ 39,1 bilhões nas contas da Previdência Social, abrangendo cerca de 46% dos beneficiários do sistema.
O aumento no mínimo é regulamentado pela Lei 14.663 de agosto de 2023, que estabelece uma política de valorização do salário mínimo em linha com a variação do INPC e do PIB. Entretanto, a nova legislação fiscal impõe um limite de crescimento das despesas da União em 2,5%, o que significa que a variação integral do PIB não será considerada para o cálculo do novo salário mínimo, resultando em um ajuste de apenas R$ 103.
Com o reajuste, a expectativa é que R$ 81,7 bilhões sejam injetados na economia, refletindo em um impacto considerável sobre o poder de compra dos trabalhadores. O Dieese indica que cada R$ 1 adicional ao salário mínimo resultará em um impacto de R$ 380,5 milhões nas despesas previdenciárias, reforçando a importância dessa medida para o cenário econômico do país.

